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Você Sabe a Validade de Produtos Cárneos Embalados a Vácuo?

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Você sabe a validade de produtos cárneos à vácuo?

As embalagens à vácuo surgiram como meio de aumentar significativamente a validade dos produtos, por se tratar de uma embalagem que limita a quantidade de oxigênio e, com isso, inibe e retarda o crescimento microbiano. Mas seu uso vai muito além disso. Hoje, serviços de alimentação utilizam as embalagens para, além de garantir maior durabilidade do produto, manter a produção mais organizada.

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Mas, e como podemos fazer para estabelecer a validade dos produtos mantidos sob esse método de conservação?

Pensando que as condições destas embalagens sejam adequadas, com embalagem bem selada e sem falhas, a vida de prateleira dos produtos pode aumentar de 72 horas (período normal de conservação conforme a RDC 216/04 ANVISA) para até 14 dias.

Entretanto, até o momento no Brasil não existe uma legislação específica que determine a validade de produtos à vácuo. O que existem são inúmeros estudos que usam como base a RDC Nº 12 de 2001 e também a IN Nº 60 de 2019, que determina os critérios de avaliação microbiológica para alimentos e, a partir dela, avaliam o comportamento da validade dos produtos à vácuo ao longo dos dias, visando atender a todos os parâmetros.

ProdutoValidade segundo RDC 216/04 ANVISA, após descongelamentoValidade sob refrigeração
Carne ovina3 dias14 dias sob refrigeração
Carne bovina3 dias  14 dias sob refrigeração
Pescados no geral3 dias  14 dias sob refrigeração
Camarão3 dias9 dias sob refrigeração

Temperatura de refrigeração: máximo 5 °C.

Elaborado por: Apis Food Solution

Referências:

FERNANDES, Rafaella de Paula Paseto et al. Estabilidade físico-química, microbiológica e sensorial de carne ovina embalada a vácuo estocada sob refrigeração. Ciência Rural, Santa Maria/RS, v. 42, n. 4, p. 724-729, 12 abr. 2012.

NISHI, Luciene Marie. Efeito da temperatura de estocagem sobre a estabilidade de carne bovina (M. Gluteus medius) embalada a vácuo. 2008. Dissertação (Mestre em Tecnologia de Alimentos) – Faculdade de Engenharia de Alimentos da Universidade Estadual de Campinas, [S. l.], 2008.

FORNAZARI, Anna Cristina Zari. Determinação da comunidade microbiana pelo método molecular T-RFLP em carnes refrigeradas embaladas à vácuo. 2011. Tese (Mestre em Ciência e Tecnologia de Alimentos) – Escola superior de agricultura, Universidade de São Paulo, [S. l.], 2011.

PRENTICE, Carlos; SAINZ, Ricardo Lemos. Cinética de deterioração apresentada por filés de carpa-capim (Ctenopharyngodon idella) embalados a vácuo sob diferentes condições de refrigeração. Food Science and Technology, [S. l.], 8 set. 2005.

SATO, ELDER HIDEMI; KUSSABA, GILBERTO TATSUO OMORI. ANÁLISES MICROBIOLÓGICAS E SENSORIAIS DO FILÉ DE TILÁPIA DO NILO (OREOCHROMUS NILOTICUS) ACONDICIONADO EM EMBALAGEM CONVENCIONAL E A VÁCUO. 2014. Monografia (Trabalho de Conclusão do Curso Superior de Tecnologia em Alimentos) – Universidade Tecnológica Federal do Paraná, [S. l.], 2014.

OLIVEIRA, Lucivânia Assis. Atividade da polifenoloxidase em camarão submetido ao emprego do frio e atmosfera modificada. 2013. Tese (Mestrado em Ciência e Tecnologia de Alimentos) – Universidade Federal da Paraíba, [S. l.], 2013.

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